História


Conhecida no passado como Quinta da Teixeira ou da Teixeira Velha, a Quinta das Tecedeiras deve o seu nome atual às freiras que a habitaram e se dedicaram à tecelagem do linho que no passado ali era cultivado. Por essa altura, a quinta era pertença do condado de S. Pedro das Águias e chegou a servir de santuário e refúgio a perseguidos políticos e de delito comum, ficando estes a viver na quinta e pagando a sua proteção com o trabalho.

Antes da construção da barragem da Régua, a quinta, então de mais de 150 hectares, possuía na sua margem uma “pesqueira”, datada de 1720, pela qual se tornava possível encostar os barcos Rabelos e carregá-los de pipas de vinho tratado. No verão, aquele pequeno canal servia também de armadilha para a pesca de peixes.

Referências exatas ao início da produção vinícola nesta quinta perdem-se no passado, mas existem registos das vindimas ali efetuadas em antiquíssimos livros das companhias de comércio de vinhos.

No final do século XIX com a morte das vinhas provocada pela filoxera, a quinta subsistiu graças à produção de azeites e frutas.

Anos mais tarde
, o tempo foi de reconversão da vinha, mas com o cuidado de manter algumas parcelas antigas, herança que oferece hoje à enologia da quinta uvas de vinhas velhas para a construção de vinhos especiais.

Quinta das Tecedeiras

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